sábado, 14 de maio de 2022

SUPERAÇÃO E SUCESSO NA GRADUAÇÃO

“Quando comecei a trabalhar durante o dia ficou mais pesado saia de casa às 8h da manhã e só chegava às 23h, após a faculdade, mas tudo isso serviu para eu ficar mais forte e criar forças de superação”

 

Na era dos anos 2000, muitos brasileiros da classe baixa viram seus sonhos virarem realidade através da graduação. As oportunidades vieram com os programas de incentivos ao curso superior, e eles agarraram. Diferentemente da classe alta que tem acesso aos estudos, e é muito mais fácil basta abrir as portas que estarão à sua frente.

No entanto, a classe menos favorecida ainda encontra muitos obstáculos para ter acesso a um curso superior, seja pela situação financeira, pela falta de oportunidade ou até mesmo de uma enfermidade, conseguir chegar a Universidade é uma coisa quase impossível no Brasil para o pobre.

É o caso de Mariana Silva que é de família humilde, nascida no interior do Ceará que aos 8 anos de idade, já sonhava em fazer uma faculdade. Em busca de melhoria, a família mudou-se para cidade grande, mas as dificuldades financeiras continuaram.

Na época Mariana teve uma ideia inusitada, como seus pais não podiam matricular numa escola, ela resolveu levar uma galinha para trocar por uma matricula no colégio particular, mas a sua ideia não deu certo e a jovem chorou muito e não entendia o porquê de não poder estudar. Até que aos 10 anos, com muita dificuldade ela conseguiu a sua tão sonhada matricula numa escola municipal de ensino fundamental.

Ao longo do tempo, Mariana passou por varias dificuldades financeira, mas não desistiu do seu sonho, conseguiu concluir o ensino médio no  Educação para Jovem e Adulto ( CEJA). Daí em diante inicia a correria para fazer cursinhos e tentar vestibular na Universidade Federal do Ceará (UFC), mas nunca passava e as frustrações aumentavam cada vez mais.

Depois de quase 6 anos tentando entrar na Universidade, Mariana decidiu fazer vestibular na faculdade particular e passou. Começa mais um grande desafio de Mariana. Como ia pagar uma faculdade tão cara sendo pobre, foi ai que ela começou a trabalhar e com muita luta conseguiu. “Fui trabalhar e consegui pagar a faculdade e me formar, na época foi uma alegria muito grande para minha família eu sendo a primeira filha a ter um diploma superior”, disse Mariana.

Hoje Mariana é pós-graduada em assessoria de comunicação e realizada profissionalmente, e seu curso superior trouxe muitos conhecimentos e aprendizados.

Já o jovem Lucas Miguel de 23 anos, que sempre sonhou em ter uma graduação na área de exatas, enfrentou muitas barreiras, antes de se formar. Lucas terminou o ensino médio e foi enfrentar o mundo dos vestibulares nas universidades, foi ai que percebeu o tamanho da dificuldade que ia enfrentar, já que seus pais não tinham condições financeiras para bancar a sua faculdade.

Ele se dedicou no Enem e tirou notas boas, passou 3 anos fazendo o exame para ir testando seus conhecimentos e se preparando para a prova, além disso, ele fez cursinho durante 1 ano ofertado pela sua antiga escola tudo muito simples, sem muito orçamento, tinha que pagar até as resmas de folhas para impressão dos simulados.

Lucas teve notas boas e conseguiu uma bolsa integral no curso de design gráfico pelo prouni, mas não pode cursar, pois a universidade não fechou turma, por ser um curso de baixa procura. ”A partir daí coloquei na cabeça que não queria ficar parado e optei por fazer um processo seletivo no  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), para o curso de Licenciatura em Geografia, no qual obtive êxito e passei a cursar por 4 meses e pude aprender e sentir como era o ambiente de uma universidade”, explica.

Porém esse curso ainda não era o que ele queria, e no início de 2017, ele ingressou na Unicatólica de Quixadá com uma bolsa Fies de 95%. Lucas agarrou a oportunidade, já que seus pais não podiam bancar a faculdade. ”Eu queria dar esse presente pra eles de me formar, e assim enfrentei 5 anos de graduação em Engenharia de Produção”.

A luta foi grande, ele enfrentava todos os dias o ônibus universitário lotado e o perigo na estrada, chegava tarde a sua casa, pois morava há 54 km de distância da faculdade. “Quando comecei a trabalhar durante o dia ficou mais pesado saia de casa às 8h da manhã e só chegava às 23h, após a faculdade, mas tudo isso serviu para eu ficar mais forte e criar forças de superação. Hoje estou agradecido por tudo, todas as oportunidades que me aparecem sei que é uma forma de recompensa perante tudo que enfrentei, hoje estou trabalhando, em um emprego formal, o qual ainda não estou recebendo o teto, porém ainda está tudo muito recente, tá acontecendo muita coisa e só posso dizer que sou grato por tudo e todos que puderam de alguma forma me auxiliar a chegar  onde estou”, finalizou o engenheiro.

Antônia Eliete tem 45 anos e reside em Fortaleza também enfrentou poucas e boas para ter a sonhada graduação. Na época ela trabalhava em um supermercado como operadora de caixa, e veio aquele insight de ser uma universitária para ter um bom emprego. Quatro anos de muitas lutas, estudando e trabalhando e chegava por volta de meia noite e saia às 5h da manhã.

De acordo com Eliete, os obstáculos foram aumentando à medida que a formatura se aproximava. ”Eu não tinha dinheiro pra pagar nada da minha formatura”, disse. Eliete apesar de ter feito o curso de pedagogia, não exerce, pois descobriu que não era aquilo que ela almejava.

 

Porque a graduação é essencial para a vida das pessoas?

Todos nós sabemos que um diploma de graduação aumenta e muito as oportunidades profissionais e possibilitam o indivíduo de ganhar melhores salários, trazendo, assim, um crescimento pessoal. Uma pessoa de classe pobre conquistar um diploma de um curso superior faz um grande diferencial no mercado de trabalho.

Portanto, ter um diploma é muito importante na vida de qualquer um ser humano, que podemos até considerar um dos principais pontos para iniciar uma carreira de sucesso. É sabido que o mercado está ‘inchado’ com volume de estudantes que as faculdades ‘despejam’ todos os anos, mas não é motivo para desânimo, afinal as oportunidades estão ai para quem quer agarrar.

De acordo com a professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Mattu Macedo, o cenário profissional não está fácil hoje em dia, o mercado está muito competitivo para quem tem uma graduação e imagine para aqueles que têm somente o ensino médio.  “A graduação hoje é um mínimo que o aluno, que a pessoa tem que ter para ser valorizado no mercado”, finaliza.



Matéria escrita por Ana Freires,
 

 

 

 

 

quarta-feira, 20 de abril de 2022

CONCURSO PEFOCE É QUESTIONADO PELOS CANDIDATOS

           Promotora de Controle Externo da Polícia Civil, Fernanda Marinho, denuncia o certame no MP


Os candidatos que participaram do concurso da Perícia Forence do Ceará (PEFOCE) em 2021, reclamam sobre o desrespeito  à lei que prevê cota racial de 20% para negros em concursos públicos, no Estado do Ceará.

A lei diz que todos os candidatos devem ser chamados, já que o ex-governador Camilo Santana, elevou a oferta da seleção para 277 vagas em janeiro deste ano.

Inicialmente, o edital trazia 170 oportunidades. O aumento é de 107 vagas a mais para todos os cargos, sendo eles peritos, médicos legistas e auxiliares de perícia.

Entretanto, o concurso da Pefoce está sendo  alvo de reclamação por parte de alguns candidatos que apontam o desrespeito de pontos que constam na Lei Estadual 17.432, de março de 2021.

A cota racial está prevista  de 20% para candidatos a vagas em concursos públicos, no Ceará. No entanto, o certame resultou em denúncia protocolada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio da promotora de Controle Externo da Polícia Civil, Fernanda Marinho.

Mas para compreender toda a questão envolvendo a denúncia de candidatos e como o concurso foi realizado, Lorena Duarte, membro da Comissão da Promoção de Igualdade Racial da OAB Ceará, explica como funciona a Lei com reserva de cota racial.

A lei que estabelece a política de cotas no Estado do Ceará é a lei 17.432 de 2021. Já no artigo primeiro, o legislador instituiu que ficam reservados para os candidatos negros o percentual de 20% das vagas oferecidas no âmbito do Poder Estadual. A lei leva em consideração o critério da autodeclaração, seguindo a mesma proposta do Estatuto da Igualdade Racial, que é uma  lei Federal. Claro, até por proteção, pra evitar fraudes, existem nos concursos públicos as comissões de heteroidentificação, que são compostas por pessoas que irão analisar se o candidato se adéqua a seu critério. Pra observar se é preto ou pardo. Essa lei é de 25 de março de 2021 e entrou em vigor na data da publicação, e fica vigente por 10 anos.

 A Perícia Forense do Ceará informa, por meio de nota, que todos os trâmites legais referentes ao concurso para admissão de novos servidores foram cumpridos dentro do que estava previsto no edital. Caso ocorram questionamentos por parte de algum candidato, ele poderá ser realizado via Processo Administrativo, apresentando os detalhes da sua situação para que a mesma seja analisada.


Fonte: Gmais

sábado, 16 de abril de 2022

Tinder dos veganos: Veggly recebe aporte e quer unir casais contra a carn

O empreendedor Alex Felipelli nunca se deu bem com aplicativos de relacionamento. Ele não conseguia criar filtros que pudessem selecionar apenas pessoas com uma característica em comum: os hábitos alimentares. Felipelli é vegano, ou seja, não come carne ou qualquer produto de origem animal. O resultado? Nenhum "macth" sequer. Inspirado em seu desafio pessoal ele fundou a Veggly, um aplicativo de relacionamento aos moldes do Tinder, que conecta veganos em busca de novos relacionamentos.

Criada em 2018 nos Estados Unidos, a Veggly já tem 600.000 usuários pelo mundo, com forte presença em países como Alemanha e Reino Unido. O aplicativo também ganhou uma versão em português, impulsionando o Brasil como o segundo principal mercado da Veggly em número de usuários.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Espetáculo retrata história de personalidades cearenses

Um espetáculo que conta a história do Ceará e de alguns de seus personagens mais ilustres de uma forma leve e divertida. Esse é o Ceará Show, que depois de um ano e meio retoma suas apresentações neste sábado, 16 de abril, às 20h, no Teatro Brasil Tropical.

O musical é fruto de uma pesquisa de mais de dois anos, que traz aos palcos a poesia, os mitos e as tradições locais, reunindo histórias reais de personalidades cearenses. Nele, os espectadores conhecem Padre Cícero, Dragão do Mar, Jovita Feitosa, Iracema, Seu Lunga e outros personagens inesquecíveis. 

No enredo, Moa vai atrás de Cecília, um amor de infância que se muda para o Sudeste com os pais, e, nessa viagem, faz muitas descobertas com seu avô, Seu Dito, que lhe mostra todas as maravilhas do Ceará através de muita música e dança. 

Com direção de Silvio Guindane, vencedor de diversos prêmios pelo Brasil, o espetáculo estreou em 2016 e é sucesso de bilheteria, atraindo tanto o público local como turistas.


Espetáculo Ceará Show 

Data: 16 de abril de 2022

Horário: 20 horas

Local: Teatro Brasil Tropical (Av. Abolição, 2323 - Meireles)

Ingresso: 120,00 / 60,00

Vendas: site bilheteria virtual (www.bilheteriavirtual.com.br)

Capacidade permitida: 100% da casa (protocolo COVID).

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Com atrações diversificadas, Grand Shopping divulga programação do Festival de Covers de abril

Abril chegou e junto com ele uma programação musical diversificada que vai embalar os sábados do Grand Shopping. Nos dias 9, 23 e 30 do mês, a Praça de Alimentação será agitada com o Festival de Covers.

As apresentações começarão sempre a partir das 18 horas. Um dos destaques é a diversidade de atrações, reunindo diversos estilos musicais para atender a todos os gostos.

No dia 2, tivemos a abertura com Killer Queen. Já no dia 9, A banda Coda se apresenta com especial Legião Urbana. Em 23 de abril, será a vez da Banda The Fly U2 Cover. Finalizando a agenda mensal, no dia 30, a banda Sargento Pimenta traz sucessos dos Beatles.


Cantora cearense Jai Lanna lança 1º EP no Teatro Municipal São José

A palavra Home que exprime sentimentos de aconchego, conforto e acolhimento virou título do primeiro EP da cantora cearense Jai Lanna a ser lançado nesta quinta-feira (07.04), no Teatro Municipal São José, em Fortaleza (CE). O trabalho musical é fruto de uma das pesquisas da artista que tem composições próprias.  

O EP que vem do gênero Folk-pop, mostra uma história contada e fala sobre sensibilidade, visão do “EU”, introspecção, força e autoestima. Não é à toa que “Home” é, também, o nome do single e do primeiro clipe lançado neste ano, nas plataformas digitais.


Aqui está um pouco de “Home” que às vezes é traduzido como “lar”. Ou seja, o lugar onde uma pessoa vive e, porque não dizer, espaço que a artista costuma compor canções ricas que traduzem não só a criatividade, mas a essência da pesquisadora musical Jai Lanna.

 Quem é Jai Lanna

Formada em Letras pela UECE, a cantora Jai Lanna é, também, compositora. A artista que já foi estudante de conservatório iniciou sua vida na música muito cedo. Ela resolveu estudar canto de forma autodidata aos 11 anos de idade, graças a algumas influências de músicos da família.

Ela teve ainda, grandes inspirações que lhe levaram para o mundo da música e das artes. São nomes de peso da música internacional, a exemplo de Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Jennifer Neetles e Nina Simone.

 Aos 15 anos criou a sua primeira banda e aos 16 aprendeu a tocar piano e saxofone, isso por conta de influências musicais como John Coltrane e Sonny Rowling´s. Jai Lanna já investiu também em alguns shows cover, o que lhe levou a cantar no Brasil e Londres.

 Letras & Canções

 Em 2019, Jai Lanna participou do Festival da Música de Fortaleza, onde ficou como semifinalista com uma canção (em parceria), chamada "O amor e o tempo". Mais tarde, em 2021, começou a escrever novas canções, ao aprender a tocar violão em casa, no meio da pandemia.

 

Contatos para shows e eventos:

Tangerina Produções Artísticas

>Vanessa Melo (Produtora/Empresária)

(86) 9 8122.0672 (WhatsApp)

e-mail: tangerinaproducoesartisticas@gmail.com


sábado, 26 de março de 2022

ARTESÃS FAZEM SUCESSO NA EXPO MULHERES EMPREENDEDORAS

Artesanatos e gastronomia é o que não faltam   na Expo Mulheres Empreendedoras. São mulheres batalhadoras de origens  humildes, mas que venceram, e hoje fazem sucesso com seus produtos., é o caso da Gilcilene Castelo, moradora de Itaitinga, que por necessidade de não encontrar produtos saudáveis em sua região,  em 2018 resolveu investir nesse segmento da gastronomia saudável.  

Hoje ela faz sucesso com seus bolos, óleo de coco, farinha de coco e o seu  carro chefe  é a maria maluca caseira: "É o que mais faz sucesso na região é a maria maluca", disse a doceira. Gilcilene é uma pequena empreendedora que vende seus produtos  através do delivery e redes sociais. E sua renda atualmente vem desses produtos.

Já a artesã Soraia Ferreira Lima, que é cadeirante e mora em Pacatuba, faz biscuit há 18 anos e também faz muito sucesso com seus produtos em sua região. Ela confecciona  em casa e vende seus produtos em feiras, exposição e através das redes sociais. Hoje ela está  na Expo Mulheres Empreendedoras e a expectativa é a melhor para vender e divulgar seus produtos.

A Expo Mulheres Empreendedoras do Ceará está acontecendo  nesse sábado (26.03 e neste domingo 27.03) no Itapark que será o encerramento.